O indivíduo é quem tem todo o poder de se construir ou de se reconstruir ou desconstruir, conforme já apregoava o famigerado "existencialismo" ateu. Ele, o ser humano, é o par da existência, a própria existência, porquanto somente o indivíduo exerce a existência ( o estar cônscio no mundo, ou seja, é um ser no mundo, por isso existente consciente e um ser em si, enquanto dentro de si, de sua mente, coleção de símbolos dentro do cérebro, na conexão das sinapses). O indivíduo é essência, e sua essência é racional, e existência, sendo essa existência consciente, diversamente do que ocorre com os demais entes : animais, pedras, vegetais, etc., bem como determinados seres : Deus, a ciência~, a filosofia, são seres, porém não tem consciência em si, mas apenas refletem sua consciência do sol de consciente que é o indivíduo humano, o homem, a mulher.
Contudo, essa consciência que Sobreleva-se-se à auto consciência em raros casos e circunstâncias, tem que ser crítica e não acrítica, sob o jugo do Estado. O indivíduo humano esteve preso ao Estado e sua fábrica de consciências até hoje.
Daí a necessidade de o indivíduo tomar seu rumo na construção de si como essência e consciência, como indivíduo humano livre : e livre principalmente de seu pior algoz, o estado, a sociedade, que constrói indivíduo torpes, tíbios, pífios, estropiados na especialização das ciências e do trabalho ( ciências e trabalhos dos outros, alienados, feitos para obedecer e não para criar, construir-se, mas antes para se espatifar em conceitos alheios : a ciência e o trabalho se transformaram em obediência; hoje não existe ciência, mas obediência, porquanto ciência é dissidência, mormente com a ignorância dos donos do poder que teimam em ver o povo imerso nas mais idiotas lendas)..
Para se libertar dos grilhões atávicos do estado é mister que se cresça na solidão do pensamento, que é o ser, o que dá o ser, o que dá a realidade na percepção e passa essa realidade dada nos sentidos para o crivo do entendimento, construindo os princípios da razão próprios e adquiridos.Outrossim, para encetar o caminho da construção individual é necessário um indivíduo livre das crendices sociais e culturais impostas e da coação das autoridades, quer sejam essas autoridades as polícias e judiciários de plantão ou a igreja, os médicos, os especialistas célebres e donos exclusivos de extensões de direitos autorais e direitos de teses que não se pode discutir, pois se se é leigo, ou outra palavra pejorativa e significativa para diminuir a autoridade de outrem que não tenha o título de conde, barão ou doutor na arte ou ciência daquele senhor feudal diplomado e latifundiário nas terras da ciência, que é exclusiva dela, por escritura pública passada na mídia e na universidade e nos meios científicos : as academias de registro de patentes de teorias indiscutíveis aos leigos e outros que ousem ser um pouco inteligentes no ramo do "macaco gordo e velho" daquela árvore dinástica. São os velhos gordos, os reis das ciências, os donos das palavras naquela área, os senhores de baraço e cutelo (é a reminiscência da Inquisição, onde a autoridade do boçal e do doente mental valia de mais aos políticos espertos que comandavam a igreja e deixavam o trabalho sujo para os frustrados e rancorosos, que se vingavam de seus fracassos pessoais em pessoas sadias, livres e inteligentes ou até mesmo em imbecis e idiotas odiosos).
Para se construir ou se reconstruir ou mesmo encetar a desconstrução de si, é essencial que se comece pela crítica às mentiras fundamentais nas quais se assentam toda a cultura : é preciso criticar as lendas e ler as estratégias da igreja, instituição primordial na feitura da cultura sob a qual vivemos e pensamos (o que é pior : pensamos sob a base mítica e mentirosa do cristianismo).Mister desconstruir o cristianismo que, desde os tempos míticos do Cristo dos Evangelhos ( o Cristo dos amigos) e dos inimigos ( o Cristo do Talmud), pois não há nenhuma outra fonte segura ou de valor histórico mínimo que fale da figura de Jesus, o que demonstra que Jesus não foi importante em sua época, pois sequer chamou a atenção dos seus contemporâneos. Josefo não o cita, senão num trecho escrito por um cristão falsário que se faz passar por Josefo para a posteridade, mas que não passou pelo crivo dos sábios, que lêem idéias e tendências e fraudes no que um falsário coloca para passar como verdade. Foi o caso do texto interpolado por um cristão mau-caráter no texto de Flávio Josefo, que jamais prestou atenção no pobre Jesus, mais um insignificante postulante a Messias em Israel, dentre outros enlouquecidos pelo contexto como acontece com jovens em todos os tempos. Jesus foi tão insignificante que os seus Evangelhos somente foram escritos 30 ou 60 anos após sua morte.
Na construção de um indivíduo livre tem que necessariamente se libertar dessa crença vigarista e hipócrita que a religião impôs como cultura e, conseqüentemente, como comportamento.
A excessiva invasão da vida do indivíduo pelo estado através da religião e depois das leis, que fazem mais do que o fizera a religião, tornam indivíduos meros títeres de leis; essas leis, novas deusas e deuses da mitologia jurídica em seu panteão de códigos, não deixam o indivíduo respirar nem existir senão sob um jugo muito pesado, porquanto não deixam a menor liberdade ao indivíduo nem para escolher o que devem aprender ou como devem conduzir suas vidas : tudo está prescrito em leis e o indivíduo fica ali morto ao pé dos códigos ou dos tribunais que dele pode fazer o que bem quiser . Os juízes e tribunais, para o homem comum, é a mão de aço dos reis com a polícia sempre a postos para qualquer necessidade de uma violência maior.
Há uma necessidade premente de insurreição individual, que não passa pela violência, mas pela crítica refinada, que não deixa passar, como um filtro, as incursões das leis em sua alma ( em sua vida, que alma é vida, exceto no contexto eclesiástico em que se enrolou o latim depois da Vulgata de São Jerônimo) e, principalmente, em seu pensamento, pois a máxima pretensão das leis é de se fixarem no coração de cada um, de cada indivíduo, uma vez que onde entra a lei entram toda a coorte dos reis e seus bobos da coorte : médicos, cientistas, juristas, juízes, padres, etc., nos quais fazem com que o indivíduo acredite e, assim, desamparado nas mãos desses profissionais, deixe de ser um homem independente e passe a ser uma criança descalça e órfã nas mãos de tutores que só pensam no que vão ganhar com o "paciente" ou o "fiel", com o novo bobo da coorte dos bobos dos reis.
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
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