sábado, 28 de dezembro de 2013

ECCE HOMO(ECCE HOMO!) - terminologia nomenclatura

Doutrinas, teses, diagnósticos, conhecimentos, enfim, são interpretações, grosso modo, de vários tipos de expressões,  linguagens e  códigos linguísticos, e não-linguísticos, em signos ou com outras formas gráficas que se utilizem de símbolos, gestos, enfim, uma miscelânea signo-símbolo para uso de exegeta e hermenêuta de relevo, a qual sói ocorrer  nas matemáticas e outras ciências simbólicas, bem com em todas as interações humanas ou entre homem e terra e cosmos, as quais levantam perenemente hermenêuticas e exegéticas, ou exegeses, a serem contempladas  na prática quotidiana: doutrinas de campo ou para o campo levadas pelo sábio, pelo erudito, pelo mestre, pelo entusiasta, pelo filósofo e o cientista, dentre outros afins.
Tais práticas não contemplam, geralmente, oficialmente, canonicamente, a face da gnoseologia, cujo labor é dado às melhores inteligências, pois tal se dá somente quando a comunidade é formada e dominada, em sua maioria, por gente sensata, de preclaro senso prático na aplicação do conhecimento aos fatos e que, destarte, por essas virtudes colossais, entrega a prática e a teoria do conhecimento àqueles cujo mérito é por inquestionável, porquanto as inteligências aplicadas por pessoas cujo mérito é notório são motores essenciais ao progresso da comunidade humana, à sua riqueza espiritual, intelectual e material, enfim, blinda toda a sua economia com um sucesso perene. As economias são várias: economia politica, salvítica, de princípios, financeira, economia do amor. Economia são as leis("nomos") da casa("eco"). Toda ciência e filosofia é uma economia.
Essa prática abordada nos parágrafo anteriores é a mescla de fatos e conhecimentos levantados até o momento do agir, por diversos agentes e entregue aos sábios e engenheiros para envolvimento e desenvolvimento com a tecnologia, que é o fazer falar a ciência nos objetos ou artefatos da cultura. Um só questionamento inovador sobre qualquer vetusta doutrina já a pinta com outra cor enquanto conhecimento, gnosiologia. Já  estabelece definitivamente o matiz da dúvida com seu tom no amarelo-outono das coisas e teorias com folhas decíduas ou em queda de anjos sem pára-quedas ou rede sob o trapézio.
A prática não passa de repetição ritual do mito das doutrinas, função executada pelo homem comum ou o homem de inteligência limitada.Os gênios da natureza, ou filósofos naturais, inteligências nativas, sábios, eruditos, "experenciam"  a praxe, que é a doutrina do filósofo aplicada como engenharia social, política, semiológica, semiótica, metalinguística, sociológico, antropológica, espiritual, enfim;  mas não enquanto elemento de  alienação do homem, posta no mundo tão-somente como ato de pensar, não enquanto tese apenas, porém como superação crítica do pensamento do homem, que se pôs no mundo e impregnou as instituições, a cultura, a civilização; não se trata aqui do homem em sua alienação metafísica : o ato de filosofar e o ato teatral do filósofo, que representa  meramente uma alienação do homem, - o homem que é mais, muito mais que é o filósofo, mormente ao agir  no mundo com o pensamento e o corpo, engajado criticamente ao contexto que narra a história do momento e insere o homem pensante no ritual momentâneo e aparentemente acrítico de forma espontânea e livre: esta é a ação e atitude do homem filosófico ou de inteligência nativa, livre das peias das doutrinas e outras crenças , pois o homem livre do filósofo que é em contexto ( e somente em contexto, or necessidade alheia). Somente assim agindo e pensante o homem é a sabedoria  inata, o senhor de si e da terra e dos demais senhores, que se escravizam pelo barato. O homem livre, livre do filósofo que que dá a persona para clamar no anfiteatro,  não põe  simplesmente o pensamento doutrinário filosófico no mundo, pois este pensamento puro é a alienação do homem no filósofo e a alienação do pensamento no mundo social; pois este pensar  se exprime por meio de doutrina, no mundo; este homem liberto põe o próprio homem, a si mesmo, porquanto antecessor e criador do filósofo, o qual é um mero ator social, uma criação do poeta. Nisso não difere do homem, que  não é ator, conquanto atue, mas livre do papel escrito, que lhe cabe;  pois o homem é livre do daquilo que está escrito, quer seja n Corão, quer seja nos livros da lei, seus códigos e, em posse da liberdade, age, porquanto é o único  ser livre na natureza presa na pressa da brisa e da lira que cobiça por glória,  fama e riqueza na mão do poeta ambicioso.
A ação livre, liberta o filósofo de seu papel alienado de si, alheio a si, no mundo como pensamento de morto, ou vivo, mas focado numa personagem teatral social, política, pois traz a doutrina ao rés-do-chão, comunica-a ao homem comum, o qual é o ser alienado que, se libertado  da sua inconsciente ou cônscia alienação, pode e muda o mundo social ao seu talante e ao seu redor com a força inconteste da água que a tudo derriba em caminho de amotinada, pronta a desbancar uma Revolução pra Além da Francesa e outra Revolução para Além da Industrial. 
Aliás, a  Revolução Francesa é uma guerra à parte, enquanto a  prática é imitação pura, arremedo; a praxe, criação, espontaneidade. A prática é a resignação à utilidade, a servidão à doutrina do utilitarismo inglês; a praxe a conjuração ( mineira). Os antigos filósofos gregos pensavam suas doutrinas e a punham imediatamente em praxe quotidiana. Haja vista os cínicos, os eleatas, os estóicos, os filósofos do Liceu e da Academia, creio, os pitagóricos, dentre outros. Os profetas hebraicos faziam o mesmo com seu proceder profético, o que leva a crer que conheciam as atitudes daqueles vetustos filósofos que uniam o inútil ( a filosofia) ao desagradável ( a imprecação e outros gestos teatrais exagerados, levados ao extremo, levados a cabo.Levados!!!).
Os seres humanos naturalmente inteligentes desenvolvem uma ou inúmeras doutrinas durante o transcurso de suas  vidas produtivas, doutrinas essas com fulcro é uma única ideia "platônica", a qual dá o seu ser ao pensamento do homem individual que a criou e desenvolveu e responde aos estímulos e sacolejos do contexto, cujo tecido é mui mutável, fato que faz dos discípulos do sábio, além de divulgadores e estudiosos do pensamento do homem são ( santo) banhado em rio de saber inato, um perene ato de colocar, recolocar e colar mesmo em contexto essa doutrina que atravessa os milênios na muda mão dos amanuenses que, não poucas vezes, a muda, modifica, reconduz ao contexto temporal, retira-a morta da teia da aranha antiga. Haja vista a doutrina de Jesus Cristo e Buda! - Toda a Bíblia! que prescinde de um novo passa-olho nos trechos revisitados pelo olho vivo e nu do bebê que lê Esdras.
No que tange aos homens de inteligência adquirida, não-nata, não-natural, como a do sábio, mas artificial, formada e fortalecida pela cultura, esses somente ganham de dom serem discípulos fiéis ( quando fiéis!) quando se limitam humildemente  apenas a dar sequência dialética ao seu pensamento bordado e constituído ao sabor dessas  doutrinas, as quais lhes emprestam o conhecimento limitado de quem não o pode produzir. As inteligências artificiais (artefatos culturais)  têm apenas  opiniões sobre tais doutrinas, pois não são doutos, nem tampouco ditosos eruditos, quando muito limitados eruditos, mas de imensa utilidade ao atuarem com humildade como  meros repassadores do que pregam os doutrinadores,  seres de inteligência inata que criam a mente ou desenvolvem o intelecto ilimitadamente todos os dias, da aurora à noite, até de madrugada, no fio do orvalho hialino que beira o arreio e da loucura e ao arrepio da demência descrita por Erasmo de Rotterdan e Michel de Foulcaut, ouvida na voz grafada em livros dos seus tempos.
Pensa-se ( e nem sempre é fato, mas ato de pensar, imaginar) que, tendo três homens envolvidos no ato do conhecimento, levantam-se três doutrinas, no mínimo, quando a inteligência nata dos indivíduos envolvidos é limitada ao invés de universal e vasta na cultura, pois a inteligência natural quando limitada não vai além de uma voz, não traz a polifonia encontradiça em Dostoievski e sábios geniais desse jaez, os quais evocam e criam inúmeras doutrinas tecidas em torno da doutrina-mãe ou mestra que envolve contexto e perene mutação de ritmo e rito, bem como mito, a fim de poder expressar as necessidade prementes e renovadas do mundo social construído por cérebros de vasto gênio nativo.
Todavia, quando os cérebros em interação são o médico, que clinica, o outro médico, cuja função é preparar o exame ou leitura do paciente por meio de aparato tecnológico e, por fim,  o paciente, se os três forem, como sói ocorrer, pessoas comuns, incapazes de averiguar uma doutrina,  senão sob leitura limitada e fundada mais em opinião que em doutrina, não haverá o levante de nenhuma doutrina; apenas se cuidará de opiniões falíveis, inseguras. Portanto, o que deveria (ria!) engendrar infinitas doutrinas, às vezes não dá senão uma trídua opinião de espião 007, centrada em  obediente opinião de bom moço-agente secreto de Hollywood; sendo a opinião algo mais leve que o pensamento, com leveza e até leviandade para com as doutrinas alheias ao seu chapéu, as quais "medram" no tempo e no homem, que é o tempo vivo, mas possuem o defeito crasso e crônico da solidão sob crânio. Inevitável!
A comunidade dos homens e sua cultura parecem destruir a consciência inata, a liberdade nata de pensar e, concomitantemente, mata no nascedouro, ao que parece, a inteligência natural, substituindo-a por escola, ou seja, por doutrinas alheias ao  cérebro que as  recebe e que as plasma em transplante como se fora sua ou seu coração valente de valete no poker a bater acelerado, mas em ritmo sadio de pandeiro e passista.
O saber do sábio nativo ( todo sábio é inato, congênito, não genético, nem genérico) é a natureza dada na baba do quiabo, na rebarba do diabo, entre  ente natural e o artificial, advindo a cultura e da natureza.
Entretanto, essa sabedoria não passa à tradição, nem sequer está na cultura do tempo; é um saber de alguns indivíduos desprezados pela comunidade científica oficial, um saber exclusivo e espontâneo, cujos sapientes são compungidos por lei, brasão  e armas ao silêncio em vida, coagidos com unhas e dentes do senhorio do tempo, os quais  fazem o povo crer que essa espontânea ( gaia ciência) é uma sabedoria irreal quando, em verdade, a sabedoria ou inteligência inata da nata dos intelectos jamais se torna oficial ou canônica, mas vem viger no apócrifo, pois há os homens sábios, "avis rara", versados na ciência e dotados ( superdotados) na onisciência do humanismo-iluminismo, os quais são seres humanos reais e se preocupam com entes humanos de fato, não com ficções ou grandiosas realizações de engenheiros da robótica; tais seres da ficção científica ou jurídica são tidos pelos visionários como Nietzsche como homens do futuro ( ou máquinas, submarinos em Júlio Verne, em outro verve), ou seja, seres ficcionais de um tempo que não há no presente ( nem pode!), nem haverá no futuro, que será presente tal qual o presente tempo de hoje, agora, pois o tempo é vital quando realidade e imaginário enquanto idealidade. O tempo é o deus vivo no homem em transcurso de vida :  Cronos, crônica são algumas de suas manifestações. Tempo é parcela de vida injetada no conhecimento, mas não no conhecimento dos homens, a erudição filosófica, artística ou científica, porém sabedoria, que é a prova da vida no conhecimento ou erudição artificial ( a ciência, tecnologia, filosofia) criada pelo ser humano em cultura, desenhada pela língua para falar, escrever, ouvir, calar ou dançar com signos e símbolos, esculturas no ar, no papiro, na pedra, na estela, no obelisco, no pensamento geométrico, etc.
Os escritores ou ficcionistas do tempo descrevem o homem em ficção enquanto ser do tempo futuro; abordam o inexistente ; o filósofo profundo, em contrapartida, põe este homem fictício na realidade do homem comum, o simples, o simplório, cuja realidade e idealidade é apresentada ao tempo ( presente) como animal de fábula : um ente humano ridículo e quase sub-humano que não logrou a provar os sabores da natureza e, portanto, por esta desfeita, não atingiu o ápice da condição humana que é  ser sábio, ou o provador da  natureza :  O degustador, o farejador, o observador astronômico, a olho nu ou vestido, o sentimento do tato, o ouvinte do vento
que tateia a tez. Não um mero animal alienado nas fábulas que, "mutatis mutandis", são o pensamento, a filosofia, a ciência, as atividades intelectuais e físicas do ser humano íntegro, integral no sábio. "Ecce homo". "Homo sapiens sapiens", aquele que sabe que sabe  que sabe e que não sabe que não sabe : o sábio. O ser vivo que prova, degusta, mostra e demonstra a verdade, descobre a aletheia. Aletheia!
Existe apenas um homem : o sábio natural. Os demais, que provêm da cultura e lhes presta culto, são meras ficções : homens artificiais, artefato humanos construídos politicamente pelos instrumentos tecnológicos da cultura: língua, rituais,  artefatos, instituições... : o mundo do homem está fundado nessas duas interpretações intercambiantes, interativas.
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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

GLOSA(GLOSA!) - etimo etimologia glossario

Cobra Urutu Cruzeiro
Sugiro a Deus,
se é que Ele continue a ser elencado
entre os seres,
- que reinvente, recreie-nos!, crie, recrie - o tempo,
modificando-o, inovando-o no ovo,

( No ab ovo e - "abre" ovo! )...
- Sugiro!,  enquanto sujeito,
que o tempo não seja mais algo fixo,
porém um portal aonde possa passar o ser humano
- portal de entrada e saída
de um mundo que foi real
e continue sendo-o na senda,
na venda, no escambo, 
no amor que arrepia...
ao bel prazer de cada um
que vá e venha em revisita
a um tempo antigo que retorne ao cotidiano,

que vá  a pé, agora e hoje,  ao pretérito
e do passado ao hoje e agora
seja um passo
ao paço,
porém não enquanto e apenas 
as penas de uma memória nostálgica,
mas íntegro, completo, 
com todo o seu cosmos,
plexo, nexo, sua complexão e compleição,
a qual fornecia corpo e alma,

espaço e tempo,
para todos aqueles seres humanos
abrigados na casa daquele tempo
em que o templo, agora em pó,
a consonar com a profecia,
estava em pé com pedra calcando-o
e ao pé  do tempo

e da escadaria que corria ao templo
feita(o!?) criança efusiva.

Templo no tempo, então,  em retorno pleno,
na categoria substância,
que sustem a tese de Aristóteles.
Templo no qual se ouvia recitar 
( e se pode ou poderá ouvir 
a qualquer instante)
o arcanjo e o serafim
em preces sem fim
- com récitas para três violinistas azuis-miosótis
e dois violinistas verdes-rãs,
com face no anfíbio,
no sátiro, no fauno...

 
Sugiro à divindade 

que eu possa visitar,
revisitar,
o tempo em que meu filho e minha filha
cabiam no espaço emoldurado 

das teias de teses que a aranha esqueceu de arranhar,
- teses, em tese!, de susbstância temporal
que os vestiam com tez de crianças
e eu com um capote de pai inexperiente,

pele incipiente...

Faço esta sugestão,

que é uma eufêmia,
ao Ancião dos Dias :
que eu possa retomar o caminho
( ou ir ao sapato!)
da casa paterna e materna
como quando eu era criança
e podia conviver com meu pai e minha mãe
naqueles tempos de antanho
com fogueira de São João a queimar
e estanho a espocar seu grito de lata
( o grito do estanho no quadro 'O Grito"
- de um Munch boquiaberto
entre a corrosão da ponte
e outras ligas metálicas
que não possuem o metal cassiterita,
de onde vem o óxido originário do estanho).

Liga metálica e não-metálica
de estanho com estranho!,
sugiro ao senhor Deus dos homens justos,
dos homens de bem,
dos virtuosos arrolados em Ética a Nicômaco,
da lavra do filósofo estagirita,
( quão presunçoso sou e solução na solução!
- que tudo apaga com rasto d'água)
que o tempo soprado no oboé da bolha
- como melodia da infância,
insuflada pela oboísta-criança,
crie, recrie, recreie com o universo-tempo
aonde possamos trafegar,
trafalgar, quiçá,
antes que o demônio no homem
tome pé sobre as cristas das ervas escarlates
derreadas no sangue derramado inutilmente
pelo punho-punhal em serviço nas aras,
porque ruim o ser humano é
tão nocivo
que o santo
é sua pior forma de perversidade
-  hedionda!
( Hediondas suas ondas senoidais!
O que não é de onda!...
mas de loca
onde se esconde a louca moréia,
sob arrecifes, restingas:
escolhos que não  escolho
olho no olho,
dente no dente...dentina!).

Sujo sugiro ao deus dos totens e tabus,
dos caititus, das urutus , dos urubus,
porém não do que o arcabuz
busca
no rastilho da pólvora(pólvora!)
- em polvorosa!
( Goza e glosa
a morte de um grande diabo
que está no mundo
e é o mundo no giramundo
e no redemoinho que enreda
o vento moendo na moenda, mó
- dos glosadores!);
sugiro  no giro do redemoinho
d'água e vento,
ao deus do redemoinho,
ao velo velho do vento em espiral...
- a estes com dez denários, enfim,
sugiro, por mim e para fim,  esta hipótese :
que o que nos enfileira em leva de prisioneiros do mal
é o grande diabo que mata
quando nos esgueiramos sorrateiros na mata
ou nos protegemos ( e aos genes!)
sob a casamata com paliçada :
ele, o grande diabo,
dá-nos, aos dentes viperinos,
uma dose do mal
que nos envenena
e leva o próximo a morte tóxica :
hemotóxica, neurotóxica.


O estado de direito
ou sem direito : de fato, 
é o grande demônio
devorador de homens.
Não, Rousseau, o homem não é
de todo mal,
mas quando em   instituição
ou na forma coletiva,
ou seja : em sociedade corruptora, 
o estado é um diabo fora de controle,
que domina e embriaga seus pretensos controladores,
seus políticos e seus pensantes cientistas geopolíticos:
é a polícia que massacra indefesos,
enquanto corporação
ou corpo de monstro sanguinário,
o juiz que age pelo algoz,
o direito que aniquila as mentes
com seus embustes doutrinários
e seu doutos escravos e mendazes,
pois tudo o que é oficial é mendaz :
mente descaradamente tal qual, ou mais,
que a mais mendaz das marafonas.

O mundo é o grande diabo preto e branco
- em preto e branco crucificado no xadrez,
n'álma das crucíferas
cruzeiras no céu noctívago
e na cabeça da urutu
rastejante qual arroio de rocio 

marcadas por patas de rocim com veneno
- e cruzeiro benzido na testa
( essas urutus cruzeiras!
com o sinal da santa cruz
na terra da Vera Cruz em crucíferas)
sob as ervas daninhas
aninhadas na terra chã,
ao rés do chão,
por escabelo dos pés...
de Nossa Senhora,
a Virgem Imaculada
que pisa a cabeça da cobra
no céu radiante.
Nossa senhora!
- dos pés intumescidos
na idade provecta,
orai por vós e por nós
atados a estes nós :
parte do corpo no envoltório do cós,
a alma em mós,
o espírito em pós
de doutrinas faladas, falidas
e na voz potente de Amós,
profeta e voz do Senhor,
que exprime nossos queixumes com forte clamor,
pois esta é a vida
firmado o pó
no nosso corpo de anjo
que ainda não decaiu
entre as folhas amarelas
que escrevem as elegias do outono amarelo,
nu e caduciforme em folhas decíduas.

Entre nós, a nos separar,
não a nos atar nuns anuns,
no meio do caminho do "pinhéu" onomatopaico do gavião,
a alguns passos dos sapatos,
a urutu nos guarda do nosso amor. 

Bothrops alternus no Rio Grande do Sul, no Brasil.
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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

COMPLEXÃO(COMPLEXÃO!) - wikdicionario wikdicionário etimo

Cobra Urutu Cruzeiro
Sugiro a Deus,
se é que Ele continue a ser elencado
entre os seres,
- que reinvente, recreie-nos!, crie, recrie - o tempo,
modificando-o, inovando-o no ovo,

( No ab ovo e - abre ovo! )...
- Sugiro!,  enquanto sujeito,
que o tempo não seja mais algo fixo,
porém um portal aonde possa passar o ser humano
- portal de entrada e saída
de um mundo que foi real
e continue sendo-o na senda,
na venda, no escambo, 
no amor que arrepia...
ao bel prazer de cada um
que vá e venha em revisita
a um tempo antigo que retorne ao cotidiano,

que vá  a pé, agora e hoje,  ao pretérito
e do passado ao hoje e agora
seja um passo
ao paço,
porém não enquanto e apenas 
as penas de uma memória nostálgica,
mas íntegro, completo, 
com todo o seu cosmos,
plexo, nexo, sua complexão(complexão!) e compleição,
a qual fornecia corpo e alma,

espaço e tempo,
para todos aqueles seres humanos
abrigados na casa daquele tempo
em que o templo, agora em pó,
a consonar com a profecia,
estava em pé com pedra calcando-o
e ao pé  do tempo

e da escadaria que corria ao templo
feita criança efusiva.

Templo no tempo, então,  em retorno pleno,
na categoria substância,
que sustem a tese de Aristóteles.
Templo no qual se ouvia recitar 
( e se pode ou poderá ouvir 
a qualquer instante)
o arcanjo e o serafim
em preces sem fim
- com récitas para três violinistas azuis-miosótis
e dois violinistas verdes-rãs,
com face no anfíbio,
no sátiro, no fauno...

 
Sugiro à divindade 

que eu possa visitar,
revisitar,
o tempo em que meu filho e minha filha
cabiam no espaço emoldurado 

das teias de teses que a aranha esqueceu de arranhar,
- teses, em tese!, de susbstância temporal
que os vestiam com tez de crianças
e eu com um capote de pai inexperiente,

pele incipiente...

Faço esta sugestão,

que é uma eufêmia,
ao Ancião dos Dias :
que eu possa retomar o caminho
( ou ir ao sapato!)
da casa paterna e materna
como quando eu era criança
e podia conviver com meu pai e minha mãe
naqueles tempos de antanho
com fogueira de São João a queimar
e estanho a espocar seu grito de lata
( o grito do estanho no quadro 'O Grito"
- de um Munch boquiaberto
entre a corrosão da ponte
e outras ligas metálicas
que não possuem o metal cassiterita,
de onde vem o óxido originário do estanho).

Liga metálica e não-metálica
de estanho com estranho!,
sugiro ao senhor Deus dos homens justos,
dos homens de bem,
dos virtuosos arrolados em Ética a Nicômaco,
da lavra do filósofo estagirita,
( quão presunçoso sou e solução na solução!
- que tudo apaga com rasto d'água)
que o tempo soprado no oboé da bolha
- como melodia da infância,
insuflada pela oboísta-criança,
crie, recrie, recreie com o universo-tempo
aonde possamos trafegar,
trafalgar, quiçá,
antes que o demônio no homem
tome pé sobre as cristas das ervas escarlates
derreadas no sangue derramado inutilmente
pelo punho-punhal em serviço nas aras,
porque ruim o ser humano é
e tão nocivo
que o santo
é sua pior forma de perversidade
-  hedionda!
( Hediondas suas ondas senoidais!
O que não é de onda!...
mas de loca
onde se esconde a louca moréia,
sob arrecifes, restingas:
escolhos que não  escolho
olho no olho,
dente no dente...dentina!).

Sujo sugiro ao deus dos totens e tabus,
dos caititus, das urutus , dos urubus,
porém não do que o arcabuz
busca
no rastilho da pólvora
- em polvorosa!
( Goza e glosa
a morte de um grande diabo
que está no mundo
e é o mundo no giramundo
e no redemoinho que enreda
o vento moenda na moenda
- dos glosadores!);
sugiro  no giro do redemoinho
d'água e vento,
ao deus do redemoinho,
ao velo velho do vento em espiral...
- a estes com dez denários, enfim,
sugiro, por mim e para fim,  esta hipótese :
que o que nos enfileira em leva de prisioneiros do mal
é o grande diabo que mata
quando nos esgueiramos sorrateiros na mata
ou nos protegemos ( e aos genes!)
sob a casamata com paliçada :
ele, o grande diabo,
dá-nos, aos dentes viperinos,
uma dose do mal
que nos envenena
e leva o próximo a morte tóxica :
hemotóxica, neurotóxica.


O estado de direito
ou sem direito : de fato, 
é o grande demônio
devorador de homens.
Não, Rousseau, o homem não é
de todo mal,
mas quando em   instituição
ou na forma coletiva,
ou seja : em sociedade corruptora, 
o estado é um diabo fora de controle,
que domina e embriaga seus pretensos controladores,
seus políticos e seus pensantes cientistas geopolíticos:
é a polícia que massacra indefesos,
enquanto corporação(corporação!)
ou corpo de monstro sanguinário,
o juiz que age pelo algoz,
o direito que aniquila as mentes
com seus embustes doutrinários
e seu doutos escravos e mendazes,
pois tudo o que é oficial é mendaz :
mente descaradamente tal qual, ou mais,
que a mais mendaz das marafonas.

O mundo é o grande diabo preto e branco
- em preto e branco crucificado no xadrez,
n'álma das crucíferas
cruzeiras no céu noctívago
e na cabeça da urutu
rastejante qual arroio de rocio 

marcadas por patas de rocim com veneno
- e cruzeiro benzido na testa
( essas urutus cruzeiras!
com o sinal da santa cruz
na terra da Vera Cruz))
sob as ervas daninhas
aninhadas na terra chã,
ao rés do chão,
por escabelo dos pés...
de Nossa Senhora,
a Virgem Imaculada
que pisa a cabeça da cobra
no céu radiante

Entre nós, a nos separar,
não a nos atar nuns anuns,
no meio do caminho do "pinhéu" onomatopaico do gavião,
a alguns passos dos sapatos,
a urutu nos guarda do nosso amor. 

Bothrops alternus no Rio Grande do Sul, no Brasil.
 dicionário dicionario onomástico onomastico filosófico filosofico científico cientifico enciclopédico enciclopedico etimológico etimologico etimologia etimo wikcioná´rio wikcionario wikdicionário wikdicionario verbete glossário glossario terminologia científica cientifica nomenclatura binomial terminologia nomenclatura taxononia raxinomia vida obra biografia pinacoteca historiografia lexic léxico lexicografia     

sábado, 1 de junho de 2013

JEZABEL(JEZABEL!) - enciclopédia enciclopedia

O  poeta é um ser idealizado
porque lido em versos
em primeiros e segundos cantos
em um conjunto de signos
que falsificam o homem
e o faz bondoso e generoso
magnânimo e liberal
infenso à maldade humana
que crassa feito peste bubônica
na estupidez que toma tudo de assalto :
a estultícia é o império romano...
- não mais romano!
( O poeta e outras personagens sociais
são alienações do pensamento humano
e não o ser humano integral,
mas parte do ser
representado nas pessoas
do discurso e do teatro.
Pessoas são personagens,
atores, hipócritas
- no sentido em que representam
o que não são.
Fingidores, os poetas trágicos,
líricos ou comediógrafos).

Olegário Mariano foi poeta
e sua alma posta em poesia
preencheu minha ânsia por cantos maviosos
originários da alma humana
uma flor de lótus em meio à lama,
ao bioma...
porém o mesmo Olegário Mariano
foi político e como tal
deve ter perpetrado muito bem
e muito mal
na conformidade de suas forças
e interesses passageiros.

Ora! O poeta não existe,
é tão-somente um ser com pena
à mão de escriba hipócrita,
pena dos outros
e pena de morte,
que é a vida contempla
a pena de morte
menos para o cristão,
ao qual "Spe Salvi",
pois vive na economia da salvação,
não na economia política do mercado.

Ocorre o mesmo com o amor
que montamos na paixão sem brida :
não amo as crianças em geral,
nem individualmente;
todavia, no que tange
à criança que traz o meu sangue
de vampiro em crise
- por esse infante mato e morro,
doo o voo do vampiro e ele,
dou-lhe, doto-lhe de todas as asas
que flutua no imaginário,
pois meu neto
é o menino que tenho
para seguir com meu corpo
vida fora
e eu o amo intensamente.
Ele é meu pequeno  príncipe de Saint-Exupery.
( Saint-Exupery é um poeta:
um poeta é um filósofo menor,
mas um sábio maior
pois sua filosofia é vida:
pensamento vegetal
ou pensamento nas folhas e no caule,
arraigada no solo para oboé
que toca amor
com mãos pudicas e cândidas de pianistas
e banhada pelo arroio da seiva).

Assim também sucede
com a mulher amada,
ainda que seja
aquela mulher, Jezabel!...
Jezabel, Jezabel...
há uma relação constelar
até nos ossos das costelas
de um homem e uma mulher
que se amam
feromônio a feromônio,
se unem osso a osso,
pois ela é osso dos meus ossos
a consonar com o que diz o Tanakh(Tanakh!).


(Excerto do opúsculo "Ensaios Poéticos no Quadrado do Xadrez para Enxadrista"
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quinta-feira, 16 de maio de 2013

CASAMATA(CASAMATA!) - wikcionário wikcionario




Quero demudar-me perto do marimbondo
estabelecer-me-ei ali
em sua circunvizinhança
como num casamento feliz
- numa casamata(casamata!)... : Em Terezín,
República Tcheca...

Ei! Hei de ser feliz!,
terrificante terrier!
Tal e qual a poesia
Do trovador provençal 
de gaio saber,
gai saber...:
- vai saber!...que gai saber é!
(Ah! há o gaio-comum
("Garrulus glandarius"),
ave da família "corvidae").

Hei-de viver nas adjacências
à morada do marimbondo
enamorado do xadrez
que o veste em avatar
De oblongo abdomên
tocado a gongo
jongo canto
sempre encanto
de vime que vem no vento
como odre com olor de vide.
Adjacente à sua casa
ou à caixa-de-marimbondo
- assim aspiro ser e assistir ao levante do ser!
em nome da dama inacessível
bela na gaia ciência,
na ciência do poeta.

Ei! Hei-de ser meio e fim
para a felicidade minha e alheia!
Ei! Hei-de ser feliz,
flor-de-lis!,
lótus sobranceira
sobre lodos
e lobos,
lóbulos frontais,
temporais...:
Gira sol!, gira!...:
Girassol!( "Helianthus annuus"),
gladíolo,
"Gladiolus sp",
"Gladiolus palustri", brevifolius...
Gladiador! 
- Gladiador a digladiar,
gládio em riste no coliseu... 
(Vaia a ciência!).

Haverei de montar uma tenda
um tabernáculo
para lá viver
no ritmo que me ordena Alá
Enquanto hóspede de olhos em vespeiro
a ordenhar a vaca pintalgada
a mocha a malhada a preta a branca nelore
no cocho
no pasto
no vasto
antepasto
do desfastio!,
sem portar mosquete
ser mosqueteiro
mosquiteiro ter
espadachim chim sim ser
ou não ser
nem fazer a questão
com o arcabuz(arcabuz!)
ao omoplata,
o capuz...
Num burel metido a doido
- doudo homem feliz
por uma perdiz
perdida
- perdido homem
vou perdidamente apaixonado!
pelo caminhar,
pela folha verde
toda em liras
- numa lírica eremita peregrina
de um poeta doudo!
que habita casa louca
meia-telha e meia-lua,
meio São Francisco de Assis,
outra metade no filósofo cínico...

Ei! Hei-de ser feliz
como sempre quis
entre os miosótis
e os xis com pis radianos
e bis
- Biscaia!,
praia e golfo de Biscaia...,
mar de Cortez
- e ai! tantos Tântalos!
a cavaleiro negro de Thanatus...
à sombra de Thanatus
- noite-madrugada fora
em foro íntimo
inclinada ângulos, graus,minutos
em zona sombria
com ponto de orvalho madrigal
e arroio ao arrozal banhado
num arrazoado rumorejante,
aonde se ouve Lacan
rumorejar a psicanálise
do gaio saber
na álacre dançarina
que é a poesia em trovas
discursando o curso da brisa,
das monções...

Ei! Eu que sou feliz
aquinhoado com todo bem d'alma
a consonar com a Nicomaquéia
ou com o riso escarninho  da Menipéia
tenho comigo que a noite é grande,
longa  demais para mim
sem ou com sua sobrepeliz
com tecitura de fios de estrelas
ou metal  para chafariz
em trama pelo tear urdida
em resenha de metáforas!

Eia! avante!, amazona, unicórnio, centauro...!...
( Mas... -  e se Deus!
renunciar antes da luz dilucular...?!...).


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